Histórias de Sucesso - Mimos de Malu!

March 8, 2017

Oi pessoal!

É com muita alegria que compartilhamos a história da Lúcia França, que junto a Laura França são proprietárias do brechó infantil Mimos de Malu. A identidade visual foi criada pelo Design Bárbaro e estamos com muito orgulho dessas super empreendedoras! Voem alto meninas!!

 

"...Meu emocional gritava “Vai embora daí, pelamor!”..."

 

"...Eu e minha irmã tínhamos um projeto que estava parado, basicamente, porque não tínhamos tempo. Era chegada à hora de por em prática..."

 

"... A vida, essa danada, nos colocou a prova para nos devolver (muito mais fortes e crentes de que tudo tudo tudo vai dar pé) para novas batalhas..."

 

"...O brechó está pronto!..."

 

"...De qualquer forma, me sinto realizada por ter um propósito profissional vindo do coração..."

 

 

Lúcia França
13 de fevereiro às 22:54 · 
Depois que me formei sempre trabalhei em agências de publicidade.
Toda vez que alguém me perguntava o que eu fazia ou de onde tirava meu sustento, a reação era a mesma: “Nossa! Deve ser demais trabalhar em uma agência de publicidade!”, “Você cria os comerciais?”. Ou algo do tipo. Nunca tive com resposta “Ai, que cansativo.”, “Deve ser chato.”.
Morei no Rio de Janeiro quase cinco anos e trabalhei na maior agência da Cidade Maravilhosa por uns três e lá vai pedrada. Tive a oportunidade de estar próxima de grandes profissionais, atuando para grandes marcas.
Tudo era lindo: Campanhas de sucesso, vista para a praia, happy hour oferecido pela agência toda sexta feira. Abraço diário, carinhoso e sincero de colegas de trabalho (que se tornaram muuuiito mais do que colegas). Os sócios também eram pessoas da melhor qualidade. Um deles, ao chegar ao escritório, sempre dava uma circulada pelas mesas, berrando “Bom dia, galera talentooosa da NBS!” Sim, NBS de NoBullShit. Esse mesmo cara sabia quem eram as pessoas (coisa que eu nunca tinha visto em uma grande empresa). Pelo nome é pedir muito para uma agência daquele porte, mas toda vez que me via, por exemplo, gritava “Fala, gaúúúcha!”. A coisa era NoBullShit mesmo.
Estava indo tudo muito bem até que, do dia para a noite, meu coração virou uma uva passa de saudade. Eu queria voltar para Porto Alegre.
Comecei a pensar tanto nisso até que, umas duas semanas depois do meu ‘surto’ de saudade, uma rede de supermercados de Porto Alegre me ligou porque tinham visto meu currículo num site desses de currículos. Fazia tanto tempo que eu tava na NBS (para o padrão ‘tempo de casa em agências de publicidade’, claro) que nem lembrava que um dia tinha feito tal cadastro.
Por coincidência, tinha marcado 10 dias de férias (que iam vencer). O destino das férias, pela primeira vez, era Porto Alegre.
Também por coincidência fiz a entrevista e, no dia seguinte, me ligaram de uma agência de publicidade. Queriam bater um papo.
Por mais coincidência - ou já não sei mais do que chamar isso, as duas empresas me deram retorno positivo. Detalhe: O desafio era o mesmo e o salário também. Aí fiz um ‘uni duni tê, salamê minguê’. Brincadeira (óbvio). Meu critério de ‘desempate’ foi pensar no ambiente. No dia a dia. Meu momento de vida pedia um lugar “jovem”. Nada mudou nas minhas amizades gaúchas durante o tempo em que estive longe do ‘pago’, mas além de um emprego, buscava amizades novas - e tão boas quanto as que eu já tinha.
Voltei para o Rio de Janeiro decidida pela agência gaúcha. No final do meu primeiro dia de trabalho pós férias, eu e meu coração partido chamamos meu chefe e anunciamos a volta para Porto Alegre. Pedi demissão ali, na cafeteria da NBS, aonde rolava um ‘brainstorm’ (não me perguntem por que, mas publicitários adoram um termo em inglês) com uma galera. Me agarrei nele e chorei feito uma criança. Ele também chorou, mas mais discretamente. Chorou como um dos chefes mais ‘humanos’ e gente fina que já tive.
Eu não estava abrindo mão de um emprego. Sabia que viver sem eles (a equipe/família que a vida me brindou) seria punk. E foi.
No meu novo emprego fiz muitos amigos. Amigos de verdade que levo no dia a dia e no coração. Pessoas que vivi e vivo momentos lindos. Com elas passei de perrengue a Réveillon – e que venha o Carnaval! O lance é que fui recebida (e hostilizada) por uma ‘meia dúzia’. Eu não tava nem entendendo porque, mas a bizarrice rolou solta por um tempo considerável. Essa meia dúzia me fez descobrir que tenho herpes e outras alergias que nunca tinham se manifestado. Meu emocional gritava “Vai embora daí, pelamor!”. Até o dia que fui! Quando abri a porta e senti o vento, quase não acreditei. Era uma pessoa tão livre que a herpes me deu carta de alforria. Joguei fora a tal pomada porque sabia que não precisaria mais dela - e até agora essa certeza se mantém!
Eu e minha irmã tínhamos um projeto que estava parado, basicamente, porque não tínhamos tempo. Era chegada à hora de por em prática – afinal, eu era uma pessoa livre!
A nossa ideia partia do princípio que não gostamos de desperdício. Minha casa é praticamente composta por coisas de brechós e do lixo. Amo reformar. Dar cara nova. Me sinto bem. Isso vem muito em função dos nossos pais, da nossa criação e das pequeníssimas coisas do dia a dia: “Sobrou um resto de mostarda? Coloca um tantinho de água, chacoalha e taca no molho que vai ficar bom.”. 
Na nossa casa fazíamos tu-do render. E, assim a banda tocava. E ainda toca. E cada vez mais deve tocar. Sem desperdícios.
Estava tudo certo. Vamos abrir um brechó infantil! Mas aí a vida nos lançou um desafio enorme: ver até aonde conseguimos ir. Verificar o tamanho da nossa fé e vontade. Saber até que ponto aguentamos. Minha afilhada, Maria Luiza, que inspirou o nome da empreitada “Mimos de Malu”, passou por um problema seríssimo de saúde. Depois de dias de tristeza e angústia, Malu deu a volta por 
cima de forma surpreendente e inspiradora.
A vida, essa danada, nos colocou a prova para nos devolver (muito mais fortes e crentes de que tudo tudo tudo vai dar pé) para novas batalhas.
O brechó está pronto. Nesta semana daremos o ‘start’ (um terminho em inglês pelo hábito dos anos em agências de publicidade) as novas atividades! Não sei se vai dar certo. Não temos como saber, mas temos fé que vai - e isso serve pra tudo (foi o que 2016 me ensinou, ao menos). De qualquer forma, me sinto realizada por ter um propósito profissional vindo do coração.
Olhando pra trás a gente se vê. Vejo que tive bons empregos, que me ensinaram muito e, de quebra, me renderam bons amigos. Vejo que tive perrengues grandes que me mostraram que não existe destino, mas sim, fé.
Olhando pra frente a gente se projeta. E, me olhando amanhã, já me vejo muito muito feliz. Fé em Deus e pé na tábua. Sempre! <3

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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